Sublinhar a Modernidade: Uma Entrevista Com Laurence Beysecker
Fotografia Francisco Nogueira
Laurence Beysecker é arquiteta de interiores e fundadora do atelier Maison Amarande, com um percurso entre Paris, Estocolmo, Hong Kong e, agora, Lisboa. A sua prática centra-se na criação de espaços contemporâneos que valorizam a relação entre arquitetura e vivência quotidiana, combinando soluções tailor-made com uma abordagem atual ao design, guiada pela atenção ao detalhe, aos materiais e à luz. Neste diálogo, conduz-nos por um projeto residencial em Lisboa, explorando a permeabilidade do open space, o encontro entre interior e exterior e a forma como a curadoria e a colaboração com a QuartoSala contribuíram para criar um apartamento com carácter e conforto.
Design em Lisboa: Qual foi o ponto de partida deste projeto e o que a entusiasmou desde o início?
Laurence Beysecker: A cliente queria criar um apartamento com espírito de loft nova-iorquino, com uma grande área social em open space que ligasse o interior às várias varandas. Procurava um design contemporâneo, com linhas depuradas e materiais elegantes e sóbrios, como a madeira, o vidro canelado, terrazzo e metal, utilizados de forma sofisticada.
DL: Trouxe alguns elementos da linguagem arquitetónica de Lisboa para o projeto, de forma consciente ou intuitiva?
LB: O edifício é dos anos 80, por isso não pensámos em incorporar elementos tradicionais da arquitetura lisboeta. Pelo contrário, optámos por sublinhar a sua modernidade.
DL: De que forma as características arquitetónicas existentes influenciaram as suas decisões neste projeto?
LB: O espaço estava muito compartimentado, com várias divisões separadas: cozinha, escritório, entre outras. A nossa intenção foi criar uma área social totalmente aberta, em género de loft. Eliminámos paredes e introduzimos portas de vidro canelado sempre que necessário, uma excelente solução para permitir a passagem da luz de um lado ao outro do apartamento.
DL: Há algum detalhe – um material, uma solução de iluminação – que tenha sido essencial para a criação da identidade do projeto?
LB: Tenho uma certa obsessão por portas em vidro canelado. Permitem a entrada de luz, garantem privacidade e criam um jogo de sombras muito bonito. Criam um verdadeiro jogo de sombras por trás do vidro e permitem que a luz circule por todo o apartamento.
Outro elemento essencial são os painéis de malha metálica em bronze, feitos à medida, que dividem suavemente a zona de entrada da sala de estar. Têm um impacto visual muito forte logo à chegada ao apartamento.
DL: Como foi feita a curadoria do mobiliário e dos objetos para este espaço?
LB: A ideia original do loft nova-iorquino, com o jogo de materiais como pedra, madeira, metal e apontamentos em terracota ao longo do apartamento, foi a base para a seleção do mobiliário. O sofá Paul da B&B Italia, em veludo espesso e suave, é um elemento-chave da sala, com uma presença muito forte. A partir daí, todos os outros elementos foram escolhidos para dialogar com o mesmo – como o candeeiro de pé Stacking da Leucos, com blocos de vidro acastanhado, que cria uma ligação direta com o sofá.
Adoramos explorar a riqueza do artesanato local e criar, em cada projeto, peças únicas em colaboração com designers e artesãos – cerâmica, pedra, tapetes, cortiça. Isso torna o nosso trabalho mais rico e singular.
DL: Como foi feita a curadoria do mobiliário e dos objetos para este espaço?
LB: A ideia original do loft nova-iorquino, com o jogo de materiais como pedra, madeira, metal e apontamentos em terracota ao longo do apartamento, foi a base para a seleção do mobiliário. O sofá Paul da B&B Italia, em veludo espesso e suave, é um elemento-chave da sala, com uma presença muito forte. A partir daí, todos os outros elementos foram escolhidos para dialogar com o mesmo – como o candeeiro de pé Stacking da Leucos, com blocos de vidro acastanhado, que cria uma ligação direta com o sofá.
DL: Como conseguiu um diálogo entre os elementos arquitetónicos fixos e o mobiliário solto?
LB: Utilizámos uma combinação dos mesmos materiais – madeira escura, metal em bronze e vidro – tanto nos elementos arquitetónicos, como os painéis de malha metálica, as portas ou o móvel de televisão, como no mobiliário solto, como o aparador de loiças, o candeeiro de pé Stacking da Leucos, com blocos de vidro em várias tonalidades quentes, ou as mesas de centro Menhir, da Acerbis, em vidro. Esta coerência material criou uma forte harmonia em todo o apartamento.
Os painéis divisórios em malha metálica, com acabamento em bronze, funcionam como um filtro leve à entrada do espaço social. Estes painéis foram articulados com as portas em vidro canelado da zona de estar, também com caixilharia em bronze. Os mesmos materiais surgem ainda no aparador de loiças, reforçando a unidade do conjunto.
DL: Qual foi o papel da QuartoSala na construção da narrativa do projeto?
LB: Como sempre, a QuartoSala foi extremamente disponível e rigorosa no apoio à seleção das peças certas, respondendo rapidamente a questões sobre acabamentos, amostras e sugerindo soluções muito alinhadas com os critérios do projeto.
DL: Houve qualidades específicas na curadoria da QuartoSala que se alinharam naturalmente com a sua visão?
LB: A nossa gestora de conta na QuartoSala, a Ghislaine Ribeiro, percebendo ao longo do tempo muito o nosso gosto e estilo, o que facilitou imenso a identificação imediata das peças certas para cada projeto.
DL: Alguma peça da QuartoSala se tornou um elemento central do espaço?
LB: Sim, sem dúvida. O sofá Ray da B&B Italia, em veludo terracota, é uma das peças centrais da sala, assim como as duas chaise longues da Flexform, em pele taupe, pensadas para se ver televisão com conforto.
DL: Que equilíbrio procurou entre peças à medida, design contemporâneo e artesanato?
LB: Tentamos sempre conjugar os três na proporção certa, para criar interiores com alma. Nem sempre é algo planeado – resulta sobretudo da nossa inspiração e intuição. Quando precisamos de uma peça com dimensões muito específicas, recorremos ao trabalho à medida com artesãos de confiança. Neste projeto, foi o caso do aparador em metal e vidro canelado e da mesa de jantar em madeira queimada, desenhada especificamente para dialogar com a ilha da cozinha. Já na iluminação, optamos mais por design contemporâneo.
Acredito que a arte é o que dá vida a um espaço, pois é a expressão das emoções dos artistas. Estar rodeados pelas emoções de outras pessoas, cuidadosamente escolhidas, ajuda-nos a encontrar paz e equilíbrio em casa. Com a arte, podemos sonhar, meditar, escapar e viajar sem nos movermos fisicamente.
DL: Que equilíbrio procurou entre peças à medida, design contemporâneo e artesanato?
LB: Tentamos sempre conjugar os três na proporção certa, para criar interiores com alma. Nem sempre é algo planeado – resulta sobretudo da nossa inspiração e intuição. Quando precisamos de uma peça com dimensões muito específicas, recorremos ao trabalho à medida com artesãos de confiança. Neste projeto, foi o caso do aparador em metal e vidro canelado e da mesa de jantar em madeira queimada, desenhada especificamente para dialogar com a ilha da cozinha. Já na iluminação, optamos mais por design contemporâneo.
DL: Que experiência de habitar imaginou para este projeto?
LB: Os clientes queriam uma forte ligação entre interior e exterior, por isso utilizámos o mesmo pavimento em terrazzo dentro do apartamento e nas varandas. Também têm uma família grande e gostam de receber, o que nos levou a criar um espaço social aberto, com a zona de refeições ligada diretamente à cozinha.
DL: O que espera que as pessoas sintam ao entrar neste espaço pela primeira vez?
LB: Uma sensação imediata de aconchego e conforto, trazida pela presença da madeira e dos elementos têxteis, como cortinas e tapetes. É como entrar num casulo suspenso sobre a cidade — o apartamento fica no 8º e 9º pisos, com vista aberta.
DL: De que forma trabalhar em Lisboa influencia o seu trabalho em comparação com outras cidades onde viveu?
LB: Adoramos explorar a riqueza do artesanato local e criar, em cada projeto, peças únicas em colaboração com designers e artesãos — cerâmica, pedra, tapetes, cortiça. Isso torna o nosso trabalho mais rico e singular.
DL: Como vê o panorama do design contemporâneo em Lisboa?
LB: Cada vez mais designers portugueses e internacionais escolhem estabelecer-se em Portugal, um cenário extremamente inspirador para o trabalho criativo. Por exemplo, na área da iluminação, colaboramos com os talentosos Martinho Pita e Amande Haeghen.
Além disso, o crescente número de estrangeiros com elevado poder de compra a chegar a Portugal está a elevar o nível de exigência em termos de design, estimulando a criatividade dos designers. A exposição Lisbon by Design, em maio, ilustra perfeitamente esta tendência, com um nível muito elevado de peças apresentadas.
DL: Que direções a interessam explorar no futuro?
LB: Estou a trabalhar no sentido de dar cada vez mais voz à arte nos meus projetos. Acredito que a arte é o que dá vida a um espaço, pois é a expressão das emoções dos artistas. Estar rodeados pelas emoções de outras pessoas, cuidadosamente escolhidas, ajuda-nos a encontrar paz e equilíbrio em casa. Com a arte, podemos sonhar, meditar, escapar e viajar sem nos movermos fisicamente.
Gostaria também de desenvolver mais projetos em contexto rural, particularmente no Alentejo, uma região pela qual tenho um carinho especial, para estar mais ligada à natureza.
Sublinhar a Modernidade: Uma Entrevista Com Laurence Beysecker
Fotografia Francisco Nogueira
Laurence Beysecker é arquiteta de interiores e fundadora do atelier Maison Amarande, com um percurso entre Paris, Estocolmo, Hong Kong e, agora, Lisboa. A sua prática centra-se na criação de espaços contemporâneos que valorizam a relação entre arquitetura e vivência quotidiana, combinando soluções tailor-made com uma abordagem atual ao design, guiada pela atenção ao detalhe, aos materiais e à luz. Neste diálogo, conduz-nos por um projeto residencial em Lisboa, explorando a permeabilidade do open space, o encontro entre interior e exterior e a forma como a curadoria e a colaboração com a QuartoSala contribuíram para criar um apartamento com carácter e conforto.
Design em Lisboa: Qual foi o ponto de partida deste projeto e o que a entusiasmou desde o início?
Laurence Beysecker: A cliente queria criar um apartamento com espírito de loft nova-iorquino, com uma grande área social em open space que ligasse o interior às várias varandas. Procurava um design contemporâneo, com linhas depuradas e materiais elegantes e sóbrios, como a madeira, o vidro canelado, terrazzo e metal, utilizados de forma sofisticada.
DL: Trouxe alguns elementos da linguagem arquitetónica de Lisboa para o projeto, de forma consciente ou intuitiva?
LB: O edifício é dos anos 80, por isso não pensámos em incorporar elementos tradicionais da arquitetura lisboeta. Pelo contrário, optámos por sublinhar a sua modernidade.
DL: De que forma as características arquitetónicas existentes influenciaram as suas decisões neste projeto?
LB: O espaço estava muito compartimentado, com várias divisões separadas: cozinha, escritório, entre outras. A nossa intenção foi criar uma área social totalmente aberta, em género de loft. Eliminámos paredes e introduzimos portas de vidro canelado sempre que necessário, uma excelente solução para permitir a passagem da luz de um lado ao outro do apartamento.
DL: Há algum detalhe – um material, uma solução de iluminação – que tenha sido essencial para a criação da identidade do projeto?
LB: Tenho uma certa obsessão por portas em vidro canelado. Permitem a entrada de luz, garantem privacidade e criam um jogo de sombras muito bonito. Criam um verdadeiro jogo de sombras por trás do vidro e permitem que a luz circule por todo o apartamento.
Outro elemento essencial são os painéis de malha metálica em bronze, feitos à medida, que dividem suavemente a zona de entrada da sala de estar. Têm um impacto visual muito forte logo à chegada ao apartamento.
DL: Como foi feita a curadoria do mobiliário e dos objetos para este espaço?
LB: A ideia original do loft nova-iorquino, com o jogo de materiais como pedra, madeira, metal e apontamentos em terracota ao longo do apartamento, foi a base para a seleção do mobiliário. O sofá Paul da B&B Italia, em veludo espesso e suave, é um elemento-chave da sala, com uma presença muito forte. A partir daí, todos os outros elementos foram escolhidos para dialogar com o mesmo – como o candeeiro de pé Stacking da Leucos, com blocos de vidro acastanhado, que cria uma ligação direta com o sofá.
Adoramos explorar a riqueza do artesanato local e criar, em cada projeto, peças únicas em colaboração com designers e artesãos – cerâmica, pedra, tapetes, cortiça. Isso torna o nosso trabalho mais rico e singular.
DL: Como foi feita a curadoria do mobiliário e dos objetos para este espaço?
LB: A ideia original do loft nova-iorquino, com o jogo de materiais como pedra, madeira, metal e apontamentos em terracota ao longo do apartamento, foi a base para a seleção do mobiliário. O sofá Paul da B&B Italia, em veludo espesso e suave, é um elemento-chave da sala, com uma presença muito forte. A partir daí, todos os outros elementos foram escolhidos para dialogar com o mesmo – como o candeeiro de pé Stacking da Leucos, com blocos de vidro acastanhado, que cria uma ligação direta com o sofá.
DL: Como conseguiu um diálogo entre os elementos arquitetónicos fixos e o mobiliário solto?
LB: Utilizámos uma combinação dos mesmos materiais – madeira escura, metal em bronze e vidro – tanto nos elementos arquitetónicos, como os painéis de malha metálica, as portas ou o móvel de televisão, como no mobiliário solto, como o aparador de loiças, o candeeiro de pé Stacking da Leucos, com blocos de vidro em várias tonalidades quentes, ou as mesas de centro Menhir, da Acerbis, em vidro. Esta coerência material criou uma forte harmonia em todo o apartamento.
Os painéis divisórios em malha metálica, com acabamento em bronze, funcionam como um filtro leve à entrada do espaço social. Estes painéis foram articulados com as portas em vidro canelado da zona de estar, também com caixilharia em bronze. Os mesmos materiais surgem ainda no aparador de loiças, reforçando a unidade do conjunto.
DL: Qual foi o papel da QuartoSala na construção da narrativa do projeto?
LB: Como sempre, a QuartoSala foi extremamente disponível e rigorosa no apoio à seleção das peças certas, respondendo rapidamente a questões sobre acabamentos, amostras e sugerindo soluções muito alinhadas com os critérios do projeto.
DL: Houve qualidades específicas na curadoria da QuartoSala que se alinharam naturalmente com a sua visão?
LB: A nossa gestora de conta na QuartoSala, a Ghislaine Ribeiro, percebendo ao longo do tempo muito o nosso gosto e estilo, o que facilitou imenso a identificação imediata das peças certas para cada projeto.
DL: Alguma peça da QuartoSala se tornou um elemento central do espaço?
LB: Sim, sem dúvida. O sofá Ray da B&B Italia, em veludo terracota, é uma das peças centrais da sala, assim como as duas chaise longues da Flexform, em pele taupe, pensadas para se ver televisão com conforto.
DL: Que equilíbrio procurou entre peças à medida, design contemporâneo e artesanato?
LB: Tentamos sempre conjugar os três na proporção certa, para criar interiores com alma. Nem sempre é algo planeado – resulta sobretudo da nossa inspiração e intuição. Quando precisamos de uma peça com dimensões muito específicas, recorremos ao trabalho à medida com artesãos de confiança. Neste projeto, foi o caso do aparador em metal e vidro canelado e da mesa de jantar em madeira queimada, desenhada especificamente para dialogar com a ilha da cozinha. Já na iluminação, optamos mais por design contemporâneo.
Acredito que a arte é o que dá vida a um espaço, pois é a expressão das emoções dos artistas. Estar rodeados pelas emoções de outras pessoas, cuidadosamente escolhidas, ajuda-nos a encontrar paz e equilíbrio em casa. Com a arte, podemos sonhar, meditar, escapar e viajar sem nos movermos fisicamente.
DL: Que equilíbrio procurou entre peças à medida, design contemporâneo e artesanato?
LB: Tentamos sempre conjugar os três na proporção certa, para criar interiores com alma. Nem sempre é algo planeado – resulta sobretudo da nossa inspiração e intuição. Quando precisamos de uma peça com dimensões muito específicas, recorremos ao trabalho à medida com artesãos de confiança. Neste projeto, foi o caso do aparador em metal e vidro canelado e da mesa de jantar em madeira queimada, desenhada especificamente para dialogar com a ilha da cozinha. Já na iluminação, optamos mais por design contemporâneo.
DL: Que experiência de habitar imaginou para este projeto?
LB: Os clientes queriam uma forte ligação entre interior e exterior, por isso utilizámos o mesmo pavimento em terrazzo dentro do apartamento e nas varandas. Também têm uma família grande e gostam de receber, o que nos levou a criar um espaço social aberto, com a zona de refeições ligada diretamente à cozinha.
DL: O que espera que as pessoas sintam ao entrar neste espaço pela primeira vez?
LB: Uma sensação imediata de aconchego e conforto, trazida pela presença da madeira e dos elementos têxteis, como cortinas e tapetes. É como entrar num casulo suspenso sobre a cidade — o apartamento fica no 8º e 9º pisos, com vista aberta.
DL: De que forma trabalhar em Lisboa influencia o seu trabalho em comparação com outras cidades onde viveu?
LB: Adoramos explorar a riqueza do artesanato local e criar, em cada projeto, peças únicas em colaboração com designers e artesãos — cerâmica, pedra, tapetes, cortiça. Isso torna o nosso trabalho mais rico e singular.
DL: Como vê o panorama do design contemporâneo em Lisboa?
LB: Cada vez mais designers portugueses e internacionais escolhem estabelecer-se em Portugal, um cenário extremamente inspirador para o trabalho criativo. Por exemplo, na área da iluminação, colaboramos com os talentosos Martinho Pita e Amande Haeghen.
Além disso, o crescente número de estrangeiros com elevado poder de compra a chegar a Portugal está a elevar o nível de exigência em termos de design, estimulando a criatividade dos designers. A exposição Lisbon by Design, em maio, ilustra perfeitamente esta tendência, com um nível muito elevado de peças apresentadas.
DL: Que direções a interessam explorar no futuro?
LB: Estou a trabalhar no sentido de dar cada vez mais voz à arte nos meus projetos. Acredito que a arte é o que dá vida a um espaço, pois é a expressão das emoções dos artistas. Estar rodeados pelas emoções de outras pessoas, cuidadosamente escolhidas, ajuda-nos a encontrar paz e equilíbrio em casa. Com a arte, podemos sonhar, meditar, escapar e viajar sem nos movermos fisicamente.
Gostaria também de desenvolver mais projetos em contexto rural, particularmente no Alentejo, uma região pela qual tenho um carinho especial, para estar mais ligada à natureza.
Design em Lisboa é uma plataforma digital pensada e desenvolvida pela QuartoSala para dar visibilidade a projetos, arquitetos, designers e artistas que são parte do processo de transformação da capital e estão a dar um novo fôlego ao design em Portugal. Com um olhar editorial, é feita uma curadoria e divulgação dos projetos mais interessantes e inesperados e são publicados artigos e entrevistas com talentos estabelecidos e outros emergentes, ligados ao universo da arquitetura de interiores mas também a outras esferas artísticas e criativas, como a pintura, escultura e fotografia. A intenção é compreender como é que esta comunidade ligada à arquitetura de interiores está a interagir com a herança cultural portuguesa e a reinventar a tradição com modernidade.