Espelho de uma geração: o Ultrafragola de Sottsass na QuartoSala
Ícone do Design Pós-Moderno, o espelho Ultrafragola permanece tão hipnótico hoje como quando Ettore Sottsass o desenhou, em 1970, para a marca italiana Poltronova.


A chegada da Jangada a Lisboa integra a estratégia que a QuartoSala tem vindo a desenvolver para dar a conhecer e valorizar o design brasileiro. Ao longo dos anos, a sua seleção tem aproximado diferentes gerações de designers e arquitetos, colocando em diálogo nomes fundamentais do modernismo, como Sergio Rodrigues, e autores contemporâneos de projeção internacional, como os Irmãos Campana, Jader Almeida ou Marcio Kogan.
A obra de Jean Gillon inscreve-se neste percurso, acrescentando uma perspetiva particularmente ligada à cultura e ao saber fazer brasileiros. Na Jangada, essa ligação é evidente: uma peça que parte de práticas e técnicas tradicionais para criar um objeto de linguagem moderna, cuja importância ultrapassou o contexto em que foi criado.


Jean Gillon
Jean Gillon foi arquiteto, designer e artista, e uma das figuras mais relevantes do design brasileiro a partir da segunda metade do século XX. A sua prática caracterizou-se pelo encontro entre materiais naturais, técnicas tradicionais e uma atenção particular à relação entre o objeto e o corpo. Ao longo da sua carreira, desenvolveu mobiliário e projetos de interiores nos quais explorou sobretudo a madeira, o couro e as fibras naturais. O seu trabalho reflete uma abordagem ao design profundamente ligada à cultura brasileira, mas traduzida numa linguagem moderna e funcional.

A relação entre o design brasileiro e a cultura local encontra na Poltrona Jangada, de Jean Gillon, uma das suas expressões mais interessantes. Criada em 1968, a peça inspira-se nas tradicionais jangadas dos pescadores do Nordeste brasileiro, traduzindo essa referência numa construção em madeira maciça, couro e corda.
Algumas das peças mais marcantes do design brasileiro nascem de uma relação direta com a cultura e os materiais do país. Mais de cinquenta anos depois da sua criação, a Jangada mantém intacta a força da sua linguagem. A madeira, a corda e o couro revelam uma peça em que a matéria assume um papel central e em que a dimensão escultórica não se separa da função e do conforto. É também esta combinação que fez da Jangada uma das peças mais reconhecíveis de Jean Gillon e uma referência incontornável do design brasileiro do século XX.
A relação entre design e saber fazer é central à Jangada. Forma, materiais e construção são pensados em conjunto: a madeira maciça estrutura a poltrona, enquanto a trama de corda, inspirada nas redes de pesca, acompanha o corpo e contribui para o seu conforto. Na reedição da peça foi recuperada a técnica original de execução da trama, com recurso ao conhecimento de pescadores, garantindo a preservação de um elemento essencial do desenho de Gillon.

Para a QuartoSala, esta seleção faz também parte da forma como desenvolve os seus projetos de interiores. Para além da arquitetura e do mobiliário, são as peças especiais, com autoria, história e carácter, que ajudam a definir a identidade de um espaço.
Esta abordagem ganha particular relevância num momento em que o collectible design ocupa um espaço crescente no universo dos interiores e em que existe uma procura cada vez maior por peças com autoria, contexto e permanência. Para além da sua função, são objetos que podem ser vistos como parte de uma coleção pessoal: peças escolhidas pela sua história, pelo seu desenho e pela capacidade de transformar a relação com um espaço.
A edição europeia da Poltrona Jangada é produzida pela Cobogó Gallery.


A relação entre o design brasileiro e a cultura local encontra na Poltrona Jangada, de Jean Gillon, uma das suas expressões mais interessantes. Criada em 1968, a peça inspira-se nas tradicionais jangadas dos pescadores do Nordeste brasileiro, traduzindo essa referência numa construção em madeira maciça, couro e corda.

Algumas das peças mais marcantes do design brasileiro nascem de uma relação direta com a cultura e os materiais do país. Mais de cinquenta anos depois da sua criação, a Jangada mantém intacta a força da sua linguagem. A madeira, a corda e o couro revelam uma peça em que a matéria assume um papel central e em que a dimensão escultórica não se separa da função e do conforto. É também esta combinação que fez da Jangada uma das peças mais reconhecíveis de Jean Gillon e uma referência incontornável do design brasileiro do século XX.
A relação entre design e saber fazer é central à Jangada. Forma, materiais e construção são pensados em conjunto: a madeira maciça estrutura a poltrona, enquanto a trama de corda, inspirada nas redes de pesca, acompanha o corpo e contribui para o seu conforto. Na reedição da peça foi recuperada a técnica original de execução da trama, com recurso ao conhecimento de pescadores, garantindo a preservação de um elemento essencial do desenho de Gillon.
A chegada da Jangada a Lisboa integra a estratégia que a QuartoSala tem vindo a desenvolver para dar a conhecer e valorizar o design brasileiro. Ao longo dos anos, a sua seleção tem aproximado diferentes gerações de designers e arquitetos, colocando em diálogo nomes fundamentais do modernismo, como Sergio Rodrigues, e autores contemporâneos de projeção internacional, como os Irmãos Campana, Jader Almeida ou Marcio Kogan.
A obra de Jean Gillon inscreve-se neste percurso, acrescentando uma perspetiva particularmente ligada à cultura e ao saber fazer brasileiros. Na Jangada, essa ligação é evidente: uma peça que parte de práticas e técnicas tradicionais para criar um objeto de linguagem moderna, cuja importância ultrapassou o contexto em que foi criado.


Para a QuartoSala, esta seleção faz também parte da forma como desenvolve os seus projetos de interiores. Para além da arquitetura e do mobiliário, são as peças especiais, com autoria, história e carácter, que ajudam a definir a identidade de um espaço.
Esta abordagem ganha particular relevância num momento em que o collectible design ocupa um espaço crescente no universo dos interiores e em que existe uma procura cada vez maior por peças com autoria, contexto e permanência. Para além da sua função, são objetos que podem ser vistos como parte de uma coleção pessoal: peças escolhidas pela sua história, pelo seu desenho e pela capacidade de transformar a relação com um espaço.
A edição europeia da Poltrona Jangada é produzida pela Cobogó Gallery.

Jean Gillon
Jean Gillon foi arquiteto, designer e artista, e uma das figuras mais relevantes do design brasileiro a partir da segunda metade do século XX. A sua prática caracterizou-se pelo encontro entre materiais naturais, técnicas tradicionais e uma atenção particular à relação entre o objeto e o corpo. Ao longo da sua carreira, desenvolveu mobiliário e projetos de interiores nos quais explorou sobretudo a madeira, o couro e as fibras naturais. O seu trabalho reflete uma abordagem ao design profundamente ligada à cultura brasileira, mas traduzida numa linguagem moderna e funcional.